Existe um lugar em nós onde reside o sentido real, o prazer de existir e a moral genuína sem nenhuma distorção.
Um lugar criativo e inteligente por excelência. Lugar este, onde não há sentido algum para a sensação de futilidade da vida como tantos experienciam hoje em dia.

Entrar em contato com as imagens que nos compõem, e passar por um processo de “DESSENSIBILIZAÇÃO” das mesmas não é fácil, mas o prazer de se sentir efetivamente existindo em si mesmo vale a aventura que envolve este tipo de jornada de conhecimento.
Imagem pessoal não é a primeira impressão. Não é o julgamento que mamãe ou papai faziam de alguém. Não é nem o julgamento que você faz de si mesmo. Isso é somente crítica, observação, uma crença de uma única pessoa, mas não é imagem pessoal.
Imagem pessoal, como o próprio nome diz, não é realidade – é uma imagem. Acostume-se com esta idéia: o que os outros vêem de você não é realidade. Nem o que você vê de você mesmo não é realidade. De acordo com o seu estado de espírito, motivação, foco, você transmite uma imagem.
Você muda a imagem que quer transmitir nos relacionamentos, no trabalho, consigo mesmo… e por incrível que pareça, os relacionamentos mudam, a convivência no trabalho muda, a sua relação com o sucesso e com a carreira também muda e, principalmente, a relação de você consigo mesmo muda… estabelece-se uma relação de amor por si mesmo infinito.

Há momentos em que

a solidão intimida,

porque dela pode brotar

o que tememos ser… ou não ser.

PERISPIRITO

É comum encontrarmos alguns au¬tores espíritas que confundem alguns atributos do Espírito como sendo do perispírito. A sede da memória é um deles. Segundo Kardec, o Espírito é quem possui a sede da memória, pois ele é o ser inteligente, pensante e eterno. Sem o Espírito, o perispírito é uma matéria inerte privada de vida e sensações. É importante lembrar que os Espíritos ao passarem de um mundo para outro, mudam de perispírito de acordo com a natureza dos fluidos ambientes. Se no perispírito residisse a sede da memória, o Espírito a perderia cada vez que tivesse que mudar a constituição íntima de seu envoltório fluídico.
A mesma coisa se dá quando nos referimos à sede da sensibilidade. É o Espírito quem ama, sofre, pensa, é feliz, triste, ou seja, é nele que residem todas essas sensações ou faculdades. O perispírito é apenas o órgão que transmite todas essas sensações, portanto, é um instrumento a serviço do Espírito. Logo, segundo Kardec, é incorreto dizer que é no perispírito que ficam marcadas ou gravadas certas memórias ou atos do Espírito durante sua vida.

Plasticidade – O perispírito sendo o espelho da alma e eterno extensão da mente, molda-se de acordo com seu comando plasticizante.
De fato o corpo espiritual mostra um extremo poder plástico, como assinala EMMANUEL, adaptando-se automaticamente às ordens mentais que brotam continuadamente da alma. Forma essa que assume, pode, às vezes, e em certos limites, dizer muito a capacidade do próprio ser em intelectualidade, com o desenvolvimento da vontade, com o treino mental próprio, enfim, independentemente do aperfeiçoamento moral.

Somos um universo infinito de probabilidades, procurando, desesperadamente, ser algumas delas, mas conformando-nos em ser apenas umas delas.

O homem é a realidade que procura explicar-se a si mesma.

Aguardo todos vocês essa noite para iniciarmos esse estudo que nos leva a conhecer mais e melhor nós mesmos…

 

6 Comments

  1. Gildo querido,
    Talvez a realidade seja um vazio de infinitas possibilidades, onde o que chamamos de real é a atualização de uma dessas possibilidades a partir do ato da observação.O que resta saber é se há um Observador na Observação ou apenas a Observação.

    beijinho
    Rita

  2. Olá Carlinha
    Deixar que o conhecimento da realidade se faça presente , nem que seja por frações infimas de tempo, é valiosíssimo…
    Não podemos saber tudo o que somos, porque, assim como todas as coisas, estamos também em permanente mudança.O que sabemos é crença.Todo conhecer é uma metáfora.
    Beijo
    Rita

  3. Rita minha amiga,

    Quanto mais medito sobre suas colocações mais me certifico que as crenças e conceitos são apenas “estados”, voláteis, em nossa caminhada. Será que nesse palco, nessa projeção dimensinal onde experimentamos, não gera na força vibratória essencial uma grande frustração porque talvez tudo seja também uma grande auto-ilusao dela mesma? Obrigado pela maravilhosa aula. Beijo. Gildo.

  4. Rita, a aula foi maravilhosa, passou um filme em minha mente, ocorreram algumas sensações, até comentei com a Miriam. Fui embora ainda meio confusa, tentando entender o estava acontecendo.
    Enquanto dirigia não parava de pensar, me senti vampirizada. Precisei retomar a consciencia e dizer a mim mesma que necessitava estar naquela função 100%, cheguei em casa bem!
    Até a próxima aula.

  5. Rita, essa frase caiu redonda de verdade para mim – ” Há momentos em que a solidão intimida, porque dela pode brotar o que tememos ser ….ou não ser.” – a dor de existir está resumida aí….é aí que ficamos nus.
    Bjs.

  6. Rita querida, fiquei com muita vontade de ir hoje na aula mas, não posso perder minha outra aula pq são só dois meses e é muito corrido. Adorei o que vc escreveu, vou pedir para a Taninha que falar sobre a aula amanhã, que bom que eu posso fazer isso né? Até amanhã, boa aula hoje e um beijo….

Comentários estão fechados.

Close