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Estamos avançando em entendimento da historia de nossas castrações emocionais e mais que isso de nossas repressões como povo, como história e tem sido muito interessante.

Essa noite avançaremos em conhecimento.

E para aguçar deixo um pouco do que estaremos conversando:

Odio se origina do latim odium ira – raiva – estado colerico sentimento de odio com respectivos vinculos é presente desde a existencia da humanidade com evidencias na mitologia, na biblia, na historiorafia das guerras, não se resume a um sentimento individual pode se mobilizar a um macrocampo de dinamica grupal, um verdadeiro estado de psicose de massa.

Vale lembrar que odio não é o mesmo que menos amor.

Todos nós somos invadidos em algum momento por sentimentos de desesperança, de descrença e de ódio por  nós mesmos,pelos outros e pela vida. Melanie Klein define estes maus sentimentos, fruto da inveja e do ódio, que nos invade e destrói toda a capacidade de sonhar e de construir relações conosco e com os outros, como um derivado direto da pulsão de morte que, segundo ela, faz parte da nossa constituição psíquica.

Segundo ela, temos que lutar a vida toda contra este potencial de destruição interna que nos persegue, silenciosamente. E este potencial destrutivo interno pode se apresentar de diversas formas: na crença de que o mundo está cheio de maldade e de ódio (quando projetamos nossa pulsão de morte), de que nós não temos qualquer valor diante da vida (sentimentos melancólicos), de que as relações não valem a pena e de que o outro só serve pra nos encher a paciência.

Todos estes são derivativos da pulsão de morte que visa destruir e “desligar” qualquer possibilidade de vinculação afetiva, de nós com nossos bons objetos ou de nós com os outros.

Numa relação amorosa este tipo de sentimento é muito comum quando, por exemplo, sentimos que o outro só está lá pra nos afrontar ou nos tirar do sério. Mas, se relacionar não precisa ser assim.

verbo agredir etimologicamente do latim ad ( “para uma direção”) o étimo gradior ( o genitivo é gressus :-  de marcha para a frente.

O que ocorre nestes casos é que, estando mobilizados diretamente pela nossa destrutividade interna, passamos a ver os outros e o mundo de forma distorcida, em preto e branco. Tudo perde a graça e o sentido e a única saída que almejamos é ficarmos sozinho.

Só que aí é que está o engano. As pessoas que sentem que é o outro que nos atrapalha não sabem que o que está atrapalhando o seu desenvolvimento não é o outro, mas são estes sentimentos de ódio que a invadem e atacam sua mente, deixando tudo ruim.

Ao contrário, quando os sentimentos de vida predominam em nossa mente podemos sentir e constatar que o olhar do outro nos melhora e não nos piora!

O seu olhar melhora o meu!

De que modo o olhar do outro pode melhorar o meu? Vamos parar pra refletir um pouco sobre isso.

É simples: nós não temos capacidade de nos enxergar tal como somos porque muitas vezes estamos asfixiados por confusão interna, sentimentos de caos e de angústia. É só o outro, que pode ser nosso parceiro amoroso ou nosso analista, que poderá nos dar a bússola de como estamos sendo, obviamente de forma amorosa e compreensiva.

Pensem no olhar apaixonado da mãe pelo seu bebê: não é este olhar amoroso que vai melhorar o olhar do bebê sobre ele mesmo? Que vai transformar seu desespero em algo suportável e não terrorífico? Quem nunca se sentiu amedrontado ou angustiado e não almejou, ardentemente, o abraço caloroso ou a compreensão silenciosa de alguém? É esta a mágica do encontro humano: é só o outro que pode nos acolher desta forma.

Como eu disse, quando estamos em contato com sentimentos amorosos dentro de nós e vemos o outro também de forma amorosa não há porque lutar ou se sentir perseguido pelas pessoas. Se nos sentimos amorosos diante da vida imediatamente passamos a ver o outro de forma amorosa e, portanto, parte essencial  da nossa vida.

O problema é que quando o ódio predomina sentimos este olhar do outro como um olhar crítico e não como um olhar amoroso. E é isso que dificulta as relações humanas. É isso nos afasta das pessoas e de nós mesmos, nos colocando num perigoso círculo vicioso que obedece a seguinte lógica: 1) Eu não confio na minha capacidade de amar porque estou cheio de ódio; 2) Eu não confio em ninguém; 3) Eu me basto.  As pessoas só me atrapalham.

Este é o passo triste que leva ao narcisismo, à onipotência e, conseqüentemente, à incapacidade de poder usufruir da beleza e da poesia da vida.

Conto com a presença de vcs

Até mais tarde

beijinho

Rita

1 Comment

  1. Vale observar a constante interferência, inconsciente, do mecanismo de defesa do psiquismo, chamado de “negação”, no qual o sujeito tanto pode negar o fato de amar uma pessoa, quanto também pode negar que também sente ódio. “A pessoa pode, ainda, negar que se comporta como vítima e não se dá conta que é ele quem provoca os raivosos revides do outro
    vale a pena pensar sobre isso
    beijinho
    Rita

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