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Propor autoconhecimento é um convite para leveza e bem-estar. Porém muitas pessoas  tem confundido autoconhecimento com manifestação de orgulho;  e autenticidade com direito a manifestação de seu egoismo. Convido-os através desse post à reflexão, e extensivamente trazer até vcs o tema de nossa primeira aula de 2016 de nosso curso “Verdades e Vestimentas 2016 – Nova Mente” que iniciará amanhã (terça feira). Trataremos da matriz do EU INFERIOR :  Mentira , com isso serão oportuniamente convidados a essa avaliação de alguns conceitos que nos passam despercebidos, quando não distorcidos.

1. Sou eu mesmo e digo a verdade na lata, doa a quem doer.

Atraves dessa frase, muito comumente usada, estamos nos autorizando a praticar algumas grosserias, com um certo grau de superioridade.

Gente, a esclarecer, não é assim tão simples ser quem se é.

Filósofos como Nietzsche disseram que é preciso o esforço de toda uma vida para conseguirmos ser quem realmente somos.

A maioria das vezes nós nos enganamos a nosso respeito e achamos que estamos agindo de forma consciente, mas não é bem assim. Quando, por exemplo, digo “na lata” a verdade que fere alguém, pode ser que, por trás do meu proclamado “amor à verdade” exista inconscientemente um cruel desejo de ferir.  Autenticidade não é falta de tato, é ciência de si e congruência nas ações. Claro que se estou ciente de que estou com raiva de alguém, não vou abraçá-lo e beijá-lo. Mas também não vou esganá-lo como desejaria, porque não tenho este direito. O autoconhecimento me mostrará a saída possível, se devo calar ou falar, e como e quando falar. Autoconhecimento nos convida ao desenvolvimento da HUMANIDADE. Encontrar em nós aquilo que reflete nas relações, atraves do outro, ok?

2. Eu sou besta demais, as pessoas fazem o que querem comigo.0,,63549698,00

Sua  “bondade” gera abusos por parte dos demais?

É nisso que vc realmente acredita ?

Olha o orgulho ai gente…Nessas condições esta se colocando como o máximo e os outros o exploram.

Mentira que inventa para si mesmo. Se vc fosse tão bom, não se sentiria consumido pelos demais, porque seu prazer consistiria em fazer o bem.

A real mesmo é:  a maioria de nós usa a “prestatividade” como moeda.

Não conseguir dizer não é uma dificuldade SUA. Dizer não, é  dar aos outros a chance de lhe dizerem não também. Identifica assim sua grande dificuldade agora?.Quem não é tão generoso, a ponto de não se importar com o que os outros fazem em troca, deve admitir essa característica para si mesmo. Eis o autoconhecimento em ação. Isto lhe permitiria dizer NÃO sem culpa e aceitar melhor o NÃO alheio. Inclusive lhe faria aceitar a raiva que o outro sente quando é frustrado, ciente de que, afinal de contas, é um direito dele não gostar de frustração. No fundo, com sinceridade, se praticasse o autoconhecimento, o autor da frase acima sairia deste papel de bonzinho e aprenderia a respeitar limites, a começar pelos próprios. Detalhe: muita gente é complacente porque precisa sentir-se melhor que os outros, mais generoso que os outros e, especialmente, imprescindível para o equilíbrio dos outros. Se conhecesse mais a si mesmo, reconheceria que não é assim tão magnífico e que não precisa sê-lo, pois é um ser humano completo, nem mais nem menos que as outras pessoas, importante como qualquer um. Se tivesse esta consciência, com certeza, se decepcionaria menos com as pessoas. Eita orgulho!

auto engano3. Sou uma pessoa muito flexível. Quando os outros se opõem a mim numa discussão, geralmente me calo, e deixo o outro pensar como quer.

Hein deus grego, vc disse: DEIXAR, sim… “deixar” alguém pensar como quer! ?

Quando a gente cala num debate, isso não quer dizer, necessariamente, flexibilidade. Pelo contrário, pode ser o máximo da intransigência. Não me dou sequer ao trabalho de discutir uma ideia com alguém, porque estou certo de que jamais mudarei de opinião. Flexibilidade seria ouvir o outro, falar com ele o que pensa, estabelecer um diálogo e se necessário, rever os próprios conceitos e se permitir mudar de ideia. Porém, como o outro vai nos convencer de qualquer coisa se não lhe damos espaço para argumentar?

Se calamos?

Geralmente, quando duas pessoas trocam opiniões divergentes, elas agem como se estivessem numa quebra de braço, nenhuma cede e vence a mais forte. Quando uma se cala, muitas vezes é  apenas uma estratégia de vitória e não o espírito conciliador que está em ação. Se se conhecesse, quem se diz flexível nesta condições, entenderia que isso pode ser tudo, menos flexibilidade!

4. Sou tímido, sou uma pessoa simples e prefiro o anonimato.1-Sindrome
Hummm…Será? Nem sempre a pessoa acabrunhada é tímida. Às vezes ela é muito orgulhosa, a ponto de não mostrar aos demais o que pensa, simplesmente para não correr o risco de falar bobagem e/ou ser rebatido. Se diz: “Não falo nada porque não tenho nada de útil a dizer”, isto só revela sua postura julgadora, que acredita que só podem ser faladas as grandes ideias, e o resto deve ser calado como inválido. Não percebe que as grandes ideias podem surgir do debate em torno de “pequenas” ideias. O autoconhecimento lhe faria entender que sua timidez, neste caso, é bem contrária à simplicidade. Ponto para o orgulho de novo!

5. Sempre prefiro dizer a verdade por meio de “indiretas”, para que a pessoa “se toque”, sem que eu precise magoá-la.
Em outras palavras, esta frase sustenta que é preferível o sarcasmo e a ironia à sinceridade, pois as verdades indiretas costumam aparecer na forma de insinuações maliciosas. Contudo, tais recursos não são menos violentos que uma ofensa direta. “Soltar piada” é uma forma de espezinhar, de atacar “pelas costas”, uma vez que o outro fica sem chance de reagir. Se ele tenta fazê-lo, o sarcástico diz: “Foi só uma brincadeira!” E o pior é que ele se convence mesmo disso, sem tomar consciência, como faria se praticasse o autoconhecimento, de que o que falou foi um insulto, ou, como se diz, que “deu um tapa com luva de pelica”. Ofender o outro veladamente é mais ferino e covarde que fazê-lo diretamente, às claras. Se você tem algo que ache que precise ser dito a alguém, diga da melhor maneira possível, mas diga sem subterfúgios. E não se engane quando sua intenção for de fato ferir. Mas tudo bem, esta se autoconhecendo, então, tá valendo… Cabe aqui uma perguntinha: VC conhecia essa sua faceta?

Bem, esta feito nosso convite, com muito carinho espero ter vcs conosco esse ano, para mais uma oportunidade de nos afetar atraves do conhecimento. Conhecimento do mundo das ideias e de si mesmo. Venha entregar-se a essa jornada conosco.

espero por vcs

beijinho

Rita

 

 

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