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Morreu na noite desta sexta-feira (9), aos 77 aos, em Londres, o jornalista e escritor brasileiro Ivan Lessa. Filho do escritor Orígenes Lessa, Lessa foi editor e um dos principais colaboradores do jornal “O Pasquim”, ao lado de Sérgio Cabral, Paulo Francis, Tarso de Castro e Millôr Fernandes.

Segundo informações da Globonews, a viúva Elizabeth relatou ter encontrado o jornalista morto em seu escritório.

Ela contou que Lessa sofria de problemas respiratórios. Lessa publicou três livros: “Garotos da fuzarca” (contos, 1986), “Ivan vê o mundo” (crônicas, 1999) e “O luar e a rainha (crônicas, 2005).

Ivan Lessa morava em Londres desde 1978, de onde escrevia crônicas três vezes por semana para a BBC Brasil. Ivan Lessa criou junto com o cartunista Jaguar o ratinho Sig (de Sigmund Freud), baseada na anedota corrente da época na qual se dizia que se “Deus criou o Sexo, Freud criará a sacanagem”.O ratinho se tornou símbolo de “O Pasquim”, aparecendo também nas capas da coleção “As anedotas do Pasquim”,

publicada nos anos 70.

3 Comments

  1. Ser diferente pode implicar em ser crucificado ou queimado na fogueira da contemporaneidade, mas pode implicar também, em deixar um legado para além do espaço-tempo.
    Carlos Kurare

  2. Jamais poderia deixar de prestar minha homenagem né Gildo , somos heróis dessa resistência…até hj!!!!
    saudade amigo
    Rita

  3. Todos que exercitaram a resistência durante a ditadura tem pelo pasquim e sua equipe fantástica, o maior sentimento de carinho. Com humor e gozação, Ivan Lessa, Millor e vários outros, construiram textos e entrevistas incríveis na época, passando inclusive mensagens dentro dos textos para as famílias dos perseguidos políticos. Entre risos e medos, ousadia e criatividade, catalizavam o anseio de resistência que corria por toda a sociedade civilizada, dando força para aqueles que lutavam na clandestinidade pela Liberdade. O Pasquim, sob direção de Ivan Lessa, em julho de 1973, publicou uma interessante frase de Woody Allen: “o duro é você saber que existe vida eterna, mas não ter o endereço”. Sig(amos) sempre, com Ivan, o que pulsa em nossos corações. Obrigado Rita por me faze recordar.

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