Cada individuo é um microcosmo: um todo complexo de forças contraditórias e apenas parcialmente ciente de si

“A natureza submete tudo o que vive ao jugo de duas exigências fatais: Manter-se vivo e reproduzir a vida…”

A natureza é desprovida de moral e “obriga” aos seres vivos, há manter uma disputa sem rédeas. Se há algum elemento de ponderação no comportamento deles, seriam as próprias ameaças e obstáculos ao longo desse embate.

Segundo o psiquiatra austríaco Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas, “Aos homens não basta saber que existem, mas para quê existem.” Desde os seus primórdios, o homem busca um significado para a sua existência, para o sentido de si mesmo e a compreensão de suas relações com o próximo.
Somos supostamente os únicos seres no planeta que têm uma vida interior.
O homem tem cada vez mais conhecimento e controle sobre o mundo ao seu redor, mas se afasta cada vez mais desse seu mundo interior.
Consideramo-nos seres evoluídos, capazes de vivermos em sociedade, construtores de civilizações, mas precisamos de normas externas a nós mesmos para que seja possível a convivência com nosso semelhante. Ensinamos nossos filhos a conhecer e a dominar as forças da natureza, mas não os ensinamos a conhecer e dominar a si mesmos.
O homem conhece cada vez mais o mundo em que vive, mas não o mundo que é. As crianças conhecem cada vez mais o imenso espaço e o pequeno átomo, mas não conhecem a construção da inteligência e o funcionamento da sua própria mente. Esta carência de interiorização educacional faz com que elas percam a melhor oportunidade de desenvolver as funções mais profundas da inteligência: a capacidade de pensar e refletir sobre si mesmas; a capacidade de analisar seus comportamentos;a capacidade de perceber seus limites; a capacidade de autocrítica e de dar respostas mais maduras para as suas frustrações e sofrimentos; a capacidade de compreender a construção das relações humanas e aprender a se colocar no lugar do outro.
O aprender, necessariamente, se revela pela modificação de comportamentos. Para que aconteça realmente o aprendizado, não basta apenas a transmissão de um conhecimento, mas sim a construção de habilidades e competências.
Segundo o psicólogo israelense Dan Ariely Teve, a evolução não nos preparou para viver na sociedade moderna que construímos.
Nos dizemos evoluídos, mas precisamos de leis e de forças de contenção para viver em sociedade. A não ser isso, viveríamos iguais aos nossos antepassados, na barbárie.
O animal vive mediante leis biológicas naturais, é parte da natureza e jamais a transcende. A autoconsciência, a razão e a imaginação fizeram com que o homem rompesse a harmonia característica da existência animal. Ele é parte da natureza, sujeito as suas leis físicas e incapaz de modifica-las, mas transcende o resto da natureza. Tendo a consciência de si, percebe a sua impotência e as limitações de sua existência. Não podendo livrar-se de seu corpo animal, permanece assim num estado de desequilíbrio constante.

Quando o homem se tornou um animal tribal, desde que começou a andar ereto, mais de 4 milhões de anos atrás, ele passou a ser um caçador e guerreiro tribal, onde a cooperação social era um fator importante de sobrevivência. Todos os instintos sociais humanos se desenvolveram bem antes da esfera intelectual: instinto maternal, cooperação, curiosidade, criatividade, compaixão, altruísmo, competitividade, etc., são muito antigos, e podem ser vistos nos antropóides, também. Mas, o ser humano novamente se distingüe dos outros primatas através de uma característica mental muito forte: gradativamente desenvolvemos o auto-controle, ou seja, a capacidade de modificarmos qualquer comportamento social, mesmo que instintivo, de maneira a torná-lo mais útil para nossa sobrevivência. Quanto mais disciplinados, e capazes de auto-controle e de planejamento, o quanto mais nossa mente racional for capaz de dominar a emocional e instintiva, mais humanos seremos.

O processo evolutivo adquire dimensões cósmicas, segundo a proposição espírita: Tudo se encadeia no universo. Vemos assim que a evolução espiritual do homem não é um caso específico de transformação individual, de santificação canônica ou de reforma íntima de modelagem católica. É pura e simplesmente a experiencia do ser enquanto ser ,que sai de sua primitividade instintiva e voa  em direção a complexidade intelectual.

Até mais tarde


beijo

Rita

A Teoria da Evolução das Espécies, de Darwin, foi rejeitada
pela Igreja e pela maioria das escolas espiritualistas
como absurda e humilhante para a Humanidade. Evidentemente
chocante era, para a criatura humana, que pudéssemos
descender das formas hominóides do reino animal. Feriu a
suscetibilidade do homem, milenarmente cultivada no estudo
das culturas religiosas, que nos apresentavam como criação à
parte no Universo, a única dotada de capacidade de abstração
e capacidade de discernimento suficiente, para reconhecer a
sua superioridade ante todos os demais seres. A idéia bíblica
e de outras escrituras sagradas, segundo a qual fomos criados
por Deus à sua imagem e semelhança, conferia-nos uma
posição privilegiada, muito grata do nosso orgulho, e não
nos permitia aceitar a proposição atrevida e insolente de
Darwin, que profanava a nossa natureza divina. Nem mesmo
aceitamos a teoria conciliatória de Roussell Wallace, êmulo
de Darwin, que admitia o elemento espiritual no processo
evolucionista.
O próprio mestre francês da Universidade de França,
Professor Denizard Rivail, de tradicional família lionesa, ao
publicar O Livro dos Espíritos, em que compendiava a Doutrina
Espírita, sob o pseudônimo de Allan Kardec – ocultando
os nomes das médiuns que atuaram nas suas pesquisas –,
evitou aprofundar a questão e definir claramente a sua posição
no assunto, preservando as médiuns, as meninas Boudin,
e evitando empecilhos maiores para a divulgação da Nova
J. Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 7
Doutrina. Só no quinto e último volume da Codificação do
Espiritismo, seu livro A Gênese – os milagres e as predições
segundo o Espiritismo, tornou clara e precisa a sua posição
evolucionista quanto ao problema da evolução das espécies.
Na verdade, ele já havia antecipado a sua posição em várias
passagens dos quatro livros anteriores e livros acessórios.
Mas a declaração chocante de que o ser animal não se
humanizava sem haver passado pela fieira devidamente fatal
dos seres inferiores, constante de uma comunicação de Galileu
pela mediunidade do astrônomo Camille Flammarion, só
então foi incluída na Codificação. Isso revela, ao mesmo
tempo, o cuidado cartesiano de Kardec e as dificuldades com
que ele teve de lutar para sustentar a batalha espírita na
cultura européia do século XIX. Como Descartes, seu predecessor
na visão dos novos tempos, Kardec inscreveu, não no
seu brasão, que não tinha, mas na sua mente, a palavra Cristo.
Apesar disso, o Bispo de Barcelona ateou uma fogueira
em praça pública para incinerar os seus livros, pois o homem
não estava ao seu alcance e na França a Inquisição já não
mais existia.
O religiosismo popular, na França como em toda parte,
foi abalado pela resistência e a insistência de Kardec, absorvendo
os seus princípios básicos. Foi então que ele se entregou
à elaboração secreta de O Evangelho Segundo o Espiritismo,
proporcionando ao povo os esclarecimentos espíritas.
Nesse livro ele amparava e estimulava a religião do povo,
mas sustentando essa religiosidade em termos racionais.
Apoiava-se então no princípio doutrinário da lei de adoração
– lei universal que só ele descobriu e explicou –, reativando
a religião nos corações abalados. Ainda hoje há espíritas, não
raro ocupando posições de direção em instituições doutrináJ.
Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 8
rias, que não compreendem a necessidade e o valor desse
livro orientador da intuição religiosa popular. Não compreendem
que o aspecto religioso do Espiritismo constitui a
base inabalável do movimento espírita no mundo. Outros
chegam a criticar Kardec por essa capitulação e outros, mais
ingênuos, chegam ao cúmulo de alegar que essa tarefa cabia
a Roustaing, o infeliz fascinado de Bordeaux, que lançou a
obra de evidente mistificação Os Quatro Evangelhos, em
que os evangelistas se contradizem a si mesmos e tentam
forçar um retrocesso católico do religiosismo popular. A tese
espúria, levantada pela Federação Espírita Brasileira, de que
Roustaing estava incumbido do problema da fé é simplesmente
alucinante. O pobre fascinado não foi discípulo de
Kardec, jamais militou ao seu lado e teve sua obra rejeitada
pelo mestre. A fé de Roustaing não podia entrosar-se na obra
de Kardec, pois era a fé católica medieval, enquanto a fé
espírita, definida por Kardec como fé racional, não precisava
de nenhum assessor místico e fanático para se implantar na
consciência dos novos tempos.
O Espiritismo rejeita toda mitologia de ontem, de hoje e
de amanhã. Sua função é de transformar os erros em verdades,
como se lê em Kardec, e não em remendar as mitologias
antigas com novos e ridículos mitos, como Roustaing tentou
fazer em sua obra mistificadora, em que a obra kardeciana é
deformada por um trabalho de plágio vergonhoso e de remendos
adulteradores que denunciam a debilidade mental do
autor. Por sinal que este mesmo declara, na introdução de
sua obra, que a obteve mediunicamente (por uma médium,
que foi a primeira a rejeitar a mistificação) após haver saído
de um internamento em hospital de doentes mentais.
J. Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 9
Feito esse preâmbulo necessário, convém lembrar que a
religiosidade popular nada tem a ver com as religiões dos
teólogos e, portanto, das igrejas. A religião pura e natural do
povo nasce da lei de adoração e não das sacristias. É um
impulso instintivo do homem, que busca Deus na natureza.
Expusemos esse processo, como base em pesquisas antropológicas,
em nosso livro O Espírito e o Tempo. O Espiritismo
reconhece a legitimidade desse processo, a naturalidade
desse impulso. A lei de adoração é hoje plenamente reconhecida
pelas Filosofias da Existência, com a designação de
impulso de transcendência. Esse impulso é disciplinado pela
razão, na medida do desenvolvimento cultural da humanidade.
O conceito de Deus se aprimora e refina na mente humana,
acompanhando o desenvolvimento da Civilização. O
refinamento intelectual gera ilações atrevidas que o homem
vaidoso e entusiasmado com o seu progresso transforma em
afirmações definitivas, desencadeando o processo das dogmáticas
asfixiantes e intocáveis, porque sagradas. As revelações
sutis de entidades espirituais, que o homem capta como
percepções extra-sensoriais, acabam cercadas de aparatos
materiais imaginários, que reforçam os dogmatismos exclusivistas.
Os fatos da selva, pragmáticos e funcionais, provindos
dos ritos necessários da vida animal, complicam-se com
os adendos da imaginação e a vontade de potência, o anseio
de poder dos homens e das organizações religiosas naturalmente
absorventes. Instaura-se o poder como conquista
humana e desencadeiam-se ações repressivas dos possíveis
cismas e gerados por opiniões contrárias. Acendem-se as
fogueiras inquisitórias e borbulham em sangue os massacres
das dissidências audaciosas e as Noites de São Bartolomeu.
J. Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 10
Todo esse processo, contraditório em si mesmo, revela a
condição espiritual do homem no mundo. Desde o instante
em que o ser espiritual se lança na realidade material, a sua
estrutura ôntica, a estrutura espiritual do ser, inverteu todo o
seu sistema direcional e seus vetores psíquicos se voltaram
para os alvos terrenos. Não se trata de uma queda, mas de
uma experiência necessária, em que dominam as forças
materiais e prevalecem os instintos animais; o ser está submetido
ao desafio do não-ser. Esta expressão filosoficamente
tão discutida não se refere a uma possível entidade mitológica
(como a do Anti-Cristo, por exemplo), mas a uma
realidade inversa à que corresponde à natureza do ser.
Ninguém explicou melhor essa inversão do que Frederic
Myers em sua teoria das duas mentes, a subliminar e a supraliminar.
O ser como ser fica soterrado em si mesmo,
guardando suas conquistas da filogênese evolutiva no inconsciente,
e o homem se define na mente consciente, nivelado
no plano dos interesses terrenos imediatistas. A Religião
do Homem, para usarmos essa expressão de Tagore,
define-se então como um sistema práxico, ou seja, integrado
na práxis de cada conquista do mundo. Historicamente essa
visão é decepcionante. Tem-se a impressão de que a evolução
humana faliu, voltando ao seu marco zero.
Os poderes religiosos nada têm de divino, são exclusivamente
humanos. A recente tragédia do Iran, deflagrada
friamente pelo Aiatolá Comeine, num retrocesso brusco e
violento à época das Civilizações Teológicas, com toda a
brutalidade dos processos inquisitoriais, mostra-nos o poder
de reversão dos vetores ou cargas de força da gravidade
terrena. Comeine é o Grão Sacerdote da Era Teocrática, de
Israel, da Mesopotâmia e do Egito ou da antiga Catai, a
J. Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 11
China Arcaica, das religiões do homem, ansiosas pela dominação
material do mundo. Apoiado no Corão, esse Evangelho
às avessas, ele ressurge na abertura dos despotismos
desencadeados pelas conflagrações mundiais do século,
numa tentativa perigosa de repetir as audácias islâmicas do
passado.
A atitude agressiva da China invadindo o Vietnã de maneira
brutal, depois de prudente reatamento de relações com
os Estados Unidos, mostra que os telúricos do mandarinato
não estavam extintos, mas apenas ressonando em seus esconderijos
subterrâneos. Por outro lado, a reação russa de
apoio ao Vietnã corresponde às exigências do determinismo
histórico do restabelecimento do Império de Tamerlão. É
evidente que esses fatos atuais se revestem de aparências
como se fossem determinados apenas por circunstâncias do
nosso tempo. Mas são as molas secretas dessa situação,
como no caso dos totalitarismos europeus que romperam o
falso equilíbrio do século com as explosões da barbárie
germânica do passado.
Temos, assim, a demonstração flagrante, no panorama
atual do mundo, da sobrevivência do passado histórico na
conjuntura contemporânea. O princípio espírita do encadeamento
de todos os fatos e todas as coisas no sistema universal
nos permite ver, por trás da roupagem moderna dos conflitos
atuais, a continuidade inevitável da lei de ação e reação.
A lei grega da palingenesia determinava a repetição
contínua dos ciclos históricos em todas as suas minúcias.
Nos períodos de destruição as civilizações desapareciam,
mas nos períodos de reconstrução tudo se repetia, minuciosamente:
renovavam-se as figuras do passado em suas posições
antigas, as cidades renasciam das cinzas com todos os
J. Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 12
seus atributos, as situações arcaicas se restabeleciam, as
aldeias ressurgiam em seus antigos lugares e até mesmo as
estradas e os trilhos dos campos eram restabelecidos. É
evidente o exagero absurdo dessa concepção, mas não menos
evidente a intuição das repetições históricas, necessárias ao
encadeamento dos tempos no processo evolutivo. A repetição
não é nem poderia ser escrita, pois com isso se anularia a
sua finalidade evolutiva.
Levada por Pitágoras, do Egito à Grécia, a lei da palingenesia
adaptou-se a várias concepções das diversas escolas
filosóficas. Hoje o astrônomo J. Opiki sustenta a teoria do
Universo Oscilante, baseada nas observações dos movimentos
das galáxias. De milhões em milhões de anos o Universo
se expande no infinito e depois retorna sobre si mesmo, num
ritmo de sístoles e diástoles. Nesse abrir e fechar o universo
se destrói e se recompõe, marcando o ritmo assombroso das
transformações evolutivas. A repetição histórica é apenas um
detalhe desse eterno retorno no qual se abre, humílima e
fragmentária, a teoria espírita da reencarnação, hoje submetida
a pesquisas científicas nos grandes centros universitários
do mundo, desde os trabalhos do prof. Wladmir Raikov, na
Universidade de Moscou, aos de Ian Stevenson, na Universidade
da Califórnia e aos de Hamendras Nat Barnejee, na
Universidade de Rajastã, na Índia. O problema pitagórico,
egípcio e grego retorna às cogitações filosóficas e às pesquisas
científicas na nossa civilização.
O processo evolutivo adquire assim dimensões cósmicas,
segundo a proposição espírita: Tudo se encadeia no
universo. Vemos assim que a evolução espiritual do homem
não é um caso específico de transformação individual, de
santificação canônica ou de reforma íntima de modelagem
J. Herculano Pires – Evolução Espiritual do Homem 13
católica. O homem evolui espiritualmente na medida em que,
amalgamado na experiência cósmica, é levado por essa
experiência incontrolável por curas e pastores. Por isso Jesus
não ensinou nem aprovou as formalidades do templo de
Jerusalém, nem submeteu os seus discípulos às exigências
pretensiosas do rabinato judeu. Sua lição a respeito se resume
na advertência: O que se apega à sua vida, perdê-la-á,
mas o que a perder por amor de mim, esse a encontrará.
Quem vive debruçado sobre si mesmo, cuidando apenas do
seu umbigo, não pode perceber e muito menos compreender
a grandeza espiritual que é a sua imperecível herança de
filho de Deus.
Essa a razão porque o Espiritismo rejeita a alienação do
homem no culto externo, em que os mitos supostamente
sagrados servem apenas aos espíritos em fase primária de
evolução. A lei de adoração não nos obriga a adorar mitos de
qualquer espécie. É uma lei natural que leva o homem a
adorar a Deus em espírito e verdade. O impulso de transcendência
que marca a natureza humana não comporta aparatos
de cultos, nem sacramentos inventados pelas igrejas para o
comércio da simonia. Os vendilhões do templo, condenados
pelo Messias, encontraram mil maneiras de continuar na
venda de suas ovelhas inocentes. Substituíram os animais
sacrificiais por palavras, gestos e cerimônias, evitando complicações
fiscais. Transformaram-se em mascates de palavrórios
eletrônicos, vendendo palavras vazias como faziam em
seu tempo os sofistas gregos que Sócrates desmascarou. Isso
mostra que o espiritual caiu num ciclo vicioso, exibindo o
refluir do passado na geena de fogo do Vale do Kidron, do
lixo acumulado na Porta do Monturo. Estamos queimando os
resíduos que impedem o fluxo natural da evolução. Nossa
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atualidade trágica brota ameaçadora da fermentação do lixo
histórico às portas de Jerusalém. Não é Deus quem nos
castiga, mas nós mesmos que nos asfixiamos em nossa incapacidade
de compreender, amar e perdoar. Apegados aos
interesses terrenos, não conseguimos ainda abrir os olhos,
doentes de ganância e violência, para a realidade de nossos
próprios impulsos de transcendência.
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