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Notadamente nos deparamos com um índice alto de intolerância, impaciência, irritabilidade , ansiedade, chegando a vergonha e muitas vezes a  depressão; o descontrole emocional em nossas relações de convívio impera. Seja no trabalho, em casa, ou entre amigos. Estamos nesse momento no curso “Verdades e Vestimentas – Propósito e Prosperidade” cuidando desse tema, pois o módulo esta tratando as questões que envolvem a nossa identidade: “Quem sou eu?”.

E na verdade estamos buscando, nessa instancia perceber em quem nos transformamos para atender as necessidades do meio em que crescemos, mascarando nossas dificuldades, nossas dores infantis, e sombreando aquilo que não fosse aceito pelo momento vivido, ao lado de nossos cuidadores.

Ao mergulharmos nessa busca de informações sobre essa constatação SUJEITO construído distante de nossa essência, que chamamos aqui de ” EU INFERIOR”. nos deparamos com lacunas intrapsíquicas, dores, traumas que modelaram e ainda modelam nossas escolhas do presente, interferindo como comportamento emocional na qualidade de vida que experienciamos no agora. Carregamos emoções desequilibradas, negativas, comportamentos desajustados, que muitas vezes não apoiamos, e temos dificuldade de nos livrarmos, sendo algo percebido como externo. É necessário, virar os olhinhos para dentro, buscar a auto responsabilidade, e no processo de busca de bem-estar  passar de responsivo para proativo.

Para isso precisamos entender nessa dualidade vivencial, a criança ferida que habita em cada um de nós. Faz parte do desenvolvimento da criança a vivência do egoísmo. Isso é psicologicamente natural. A criança necessita de amor exclusivo. Ela quer a atenção completa do pai e da mãe somente para ela. Atenção aqui se estabelece pelo OLHAR. E como é impossível ser amado exclusivamente, ela sente raiva. Até aqui a narrativa é saudável e acontece em todos nós… PORÉM, educados em uma sociedade ocidental, católica, somos ensinados desde cedo que é errado sentir raiva, e muito pior: pelos pais! Assim, em nosso desenvolvimento psíquico emocional  reprimimos esse sentimento e sentimos CULPA por sentir raiva, por odiar aquele que nós como crianças, também amamos. Mesmo porque sentir raiva, não interfere no amor. Mas não nos educaram para perceber isso. Essa culpa fermenta e age como uma infecção que vai destruindo todas as possibilidades de felicidade.

A primeira sentença que a culpa fala é: “Eu não mereço ser feliz, eu mereço ser castigado porque eu odeio quem eu deveria amar”. “Não sou merecedor de coisas boas, pois sou mal.” Num processo de automatismo inconsciente, descaracterizamos nossa humanidade, e na busca do objeto amado, para compensar esse sentimento negativo que experimentamos tão cedo, começamos a modelar um carácter de perfeição. “Se eu for perfeito, serei amado e tudo dará certo”. Nossa humanidade nos imita… (momento de respirar profundamente), e com isso, jamais seremos perfeitos! Porém a criança ainda não descobriu isso, não aprendeu isso, e desenfreadamente corre em busca do inatingível resultado perfeito… desenvolvendo assim, em si um tirano cruel que vai exigir dela a perfeição o tempo todo, sem trégua, sem descanso, escravocratamente. Essa criança cresce absorvendo uma vivencia  constante de fracasso, de impotência, uma sensação de incompletude; de que está faltando alguma coisa porque não pode atingir a meta. Já crescida, continua buscando saídas, que se transformam mais em armadilhas emocionais, a mais frequente é tentar compensar o sentimento de impotência da seguinte maneira: “Se eu for amado exclusivamente, estarei livre da necessidade de ser perfeito”. Aí o ciclo se fecha. O ciclo vicioso do amor imaturo. O amor dependente! Essa criança ferida ou criança dependente emocionalmente, imatura, é uma instância psíquica com a qual você tem estado identificado

Voltando ao cenário de desequilíbrio emocional instaurado no panorama social atual, traga para sua realidade individual: de vez em quando, você sente raiva, ao percebe-la de alguma forma, sem esforça, ela passa. Tempo depois, em outra circunstancia de frustração, contrariedade,ela volta . É aqui que cabe nossa observação:  você, como criança, não foi atendido na sua necessidade de amor exclusivo? Porque você está identificado com essa criança. Essa criança tem a necessidade de fazer este teatro sempre. Ela carrega uma esperança mágica de que desta vez vai ser diferente por isso ela vai reeditando essa peça. É assim que a pessoa reedita a ferida infantil na idade adulta. Agindo num ciclo repetitivo , responsivamente,a qualquer contato com a realidade, em que não se sente atendida em sua necessidade. Não foi do meu jeito??? Como assim??? O mimo que dizemos em curso , e que é tão desafiador aceitar, estar presente em nosso comportamento, mesmo porque, somos adultos e não damos moleza.Vivemos uma vida tão dura… Oras bolas…como assim , eu mimado? Quanto maior o vínculo emocional, obviamente mais poder para reeditar a ferida infantil a relação vai ter. Você escolhe a dedo a pessoa para se relacionar. Por mais que você jure que não foi você que escolheu, eu digo que foi sim! Você pode até não saber em instancia consciente como, mas foi você quem escolheu.

Não importa se é seu namorado ou sua namorada, seu vizinho, empregada, seu chefe… Há arranjos que seu ESTADO DE PERCEPÇÃO CONSCIENCIAL não conseguiu notar como foram feitos. Você escolheu aquela pessoa que tem o melhor e o pior dos seus pais. Sem perceber em nível consciente de si mesmo como age de uma forma tal que aciona o pior do pai e da mãe para poder ativar a ferida infantil, para reeditar a cena. Por causa da esperança mágica de ser exclusivamente amado. Sem conhecimento de todo esse processo que envolve nível consciencial e desenvolvimento emocional você se  debruça sobre o erro do outro porque está identificado com a sua criança ferida que quer amor exclusivo. Você quer ser amado, por isso quer que o outro te veja. Você cega para aquilo que está fazendo e acorda o pior no outro.

A autotransformação começa quando você pode assumir a responsabilidade. Representa mudança de nivel consciente. Quando, ao invés de olhar a montanha de defeitos do outro, você olha para o grão de defeito em você. Assim a relação se torna um excelente material de trabalho e autoconhecimento. 


Hoje mesmo uma pessoa estava me dizendo: “Então será que não existe amor, tudo é projeção?”. Eu pergunto: Existe amor? Sim, existe amor. Mas o que é o amor? É a expressão do seu real ser, mas se ele está encoberto por todas essas camadas, vai se manifestar raramente. Quando elas cochilam, o amor verdadeiro se manifesta. Nós estamos trabalhando para dissolver essas camadas de proteção que você acredita ser você para poder manifestar seu verdadeiro ser que é amor. 

beijinho

Rita

 

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