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É certo e inglório, crescer dói!

Bate um desespero perceber que a pureza juvenil esta indo embora com o processo da desesperança  das responsabilidades sociais batendo a porta, essa maquina trituradora que nos devora mentalmente.
Fato que variavelmente acomete a humanidade de maneira distinta – uns mais cedo – outros bem mais tarde – nunca apropriadamente.
Tão desesperador que o primeiro sintoma é negar a necessidade de amadurecer e responsabilizar-se, e com isso achar-se pronto!

Um dos primeiros indicativos disso é sair pelo palco do mundo exibindo o ser absoluto intelectualóide, em que todos estão errados, são burros e inúteis…”Pobre humanidade falida!”.

O ser encontra-se num estado de magnanimidade tamanha que não dirige-se a subalternidades, fala apenas com os “líderes”.

Critico de um mundo solitário, não pertencente a nada. Fechado em seu quarto de preciosidades, supervalorizando seu silencio e sua pseudointelectualidade, obvio que não chegará a lugar algum.

Hora de recomeçar. Momento de ressignificar. Crise existencial. Chegado momento de amadurecer e avaliar tantas perdas. Instante de temor, de tanta desnutrição afetiva, tamanha inanição que a busca por um caminho se faz estreitamento e não mais opção.

Ou é ou é…Desistir não pode ser mais o caminho, a tristeza toma conta, o desbotamento é a cor … as desculpas utilizadas não cabem mais, o ser amargo já não se amarga mais, nem a si mesmo…como protesto o ser tenta cortar os pulsos para provar como o mundo é imbecil, mas não prova mais, pois a sua própria imbecilidade não alcança o ato…é chegada a hora do salto…ou melhor…É chegada a hora da queda, a queda para o alto…hora da evolução…quanta dor, enfrentamento, medo… encorajamento, musculatura…evolução!

É assim que caminha a humanidade, feita de dor na responsabilidade, cuidando da unidade, mas como dói cuidar de si…cuida de mim por favor…alguém cuida?

Ninguém se habilita?
Ninguém?
Eu não consigo ainda cuidar de mim, não consigo…
Vc não quer?
Viu…
Entende agora porque não gosto de ninguém…

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