“O Livro dos Espíritos”, 71ª edição IDE, tradução de Salvador Gentile, 1991. QUESTÃO 76:
P.76 – “Que definição se pode dar dos Espíritos?”
– “Pode-se dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material”.

O significado de matéria,definida por Kardec em 1863, era o signnificado  exposto na questão número 22, do mesmo “O Livro dos Espíritos”, conceituando-a como sendo tudo aquilo que tem extensão, impressiona os sentidos e é impenetrável. Outra conceituação importante a palavra mundo na questão nº 76 tem o significado, de acordo com o Novo Dicionário Aurélio, da língua portuguesa, de “totalidade das coisas que pertencem a um mesmo domínio, a uma mesma classe”.
Portanto,o Espírito, ser inteligente da Criação, povoa o Universo fora do domínio da matéria que é perceptível aos sentidos (olhos, ouvidos, paladar, tato e olfato), ou seja, fora do domínio da matéria densa.
Se o ser inteligente é o Espirito, porém material, apenas de uma constituição imperceptivel aos nossos sentidos, como posso especifica-lo? Eu sou o meu Espírito! Não existe a colocação eu e meu Espírito como afirmavam os seguidores cartesianos. Eu sou o meu Espírito visto que minha inteligencia é manifesta através do ser consciente.
Se a consciência não tem forma, se não é possível medi-la, se não podemos localizá-la, concluímos,  que ela não é local, não se encontra no espaço, nem está confinada no cérebro. Portanto a pergunta “onde está a consciência?” não tem sentido, pois a consciência não está onde. Ela não é um epifenômeno do cérebro, porque o cérebro é uma entidade espacial. Se não é um entidade física, a consciência, por conseqüência, não existe?
Se somos uma organização consciente de si mesma e, portanto, um quem e não um simples como, por que o universo, sendo uma organização, é apenas um imenso como sem quem?
O homem não é mais somente o seu corpo, porém, cada vez mais, as suas próteses. O ser pós biologico…Não apenas próteses como substitutos orgânicos, mas como extensões e complexificações do seu agir e até mesmo do seu pensar.
Para ir além do orgânico, o homem se prolongou nos mecanismos que fez para si. Ele, hoje, é uma singular trilogia de mente, corpo e máquina. O orgânico já é insuficiente para abrigar tudo o que ele é.
Expandimo-nos para além do nosso corpo e começamos a perder os limites somáticos de nós mesmos.
Quando o corpo, por suas limitações biológicas, deixar de ser a nossa essencial ferramenta e se tornar uma insuportável prisão, para onde o homem irá? Construirá, então, um corpo mais compatível com o que ele, atualmente, é?
Não podemos sequer imaginar o que será este corpo e também o que seremos. A nossa imortalidade estará nas máquinas como sucedâneo somático do velho corpo biológico?

O homem não é apenas um fazedor de coisas, mas um artesão de símbolos.

As coisas só têm realmente valor para o homem, quando estão impregnadas de símbolos e significados.

Somos seres significadores e vivemos em função de tudo o que significamos.

Nossa vida é um conjunto de signos e significados.

O homem é aquilo que significativamente fez de si mesmo.

Começamos novo capítulo de nosso curso, sintam-se convidados para iniciarem essa jornada ao conhecimento conosco a partir de hoje
Até mais tarde

Rita

12 Comments

  1. CARLOS
    QUANTO AO SEU COMENTÁRO SOBRE DUPLO ETERICO, VAMOS LÁ:
    EDGAR ARMOND EM SUA LITERATURA PROMOVE UM SINCRETISMO RELIGIOSO DAS DOUTRINAS ORIENTALISTAS COM O ESPIRITSMO.
    PARA KARDEC NÃO HÁ O USO DESSA EXPRESSÃO. COM EXEMPLO COLOCAMOS: “O Espírito não está encerrado no corpo como numa caixa; ele irradia em todo o seu redor (…) “.

    Ora, o termo aura, do latim aura, foi utilizado por VIRGÍLIO no ano 29 antes de Cristo (29 a .C.), no sentido figurado, poético, de brilho, cintilação. Portanto, o termo não tinha nada de científico, por isso, talvez, KARDEC não o tenha utilizado, nem a Espiritualidade Superior.

    COMO BEM COLOCAMOS NA AULA DE QUARTA FEIRA O DUPLO ETERICO ÃO É UMA EXPRESSÃO DE KARDEC E SIM UTILIZADA EM ALGUMAS OBRAS DE CUNHO ESPIRITISTA, MAS QUE NÃO FAZEM PARTE DO COMPENDIO DOUTRINÁRIO KARDECISTA.
    VEJA DE ONDE SURGE A EXPRESSÃO:
    As concepções orientalistas, antigas, baseavam-se no número, cabalístico, 7(sete). Assim, DEUS fez o mundo em seis dias e descansou no 7.º ; há 7 cores no espectro solar; 7 selos, 7 céus na visão do Apocalipse de JOÃO, etc., etc., e, enfim, 7 chakras ou centros de forças etéricas, que seriam, segundo RAMATÍS, “Os 7(sete) invólucros do Universo ou de Brahma segundo dizem os orientais: Prana, a vitalidade; Manas, o princípio inteligente ou a Mente; o Éter, o Fogo, o Ar, a Água e a Terra”.

    Porém, RAMATÍS, “para resumir, para melhor entendimento” dividiu o assunto assim:

    – Espírito – a centelha ou a Luz imortal sem forma;

    – Perispírito – que abrangeria o corpo mental, que serve para pensar; o corpo astral, que manifesta as emoções, os desejos e os sentimentos; o duplo etérico, com o sistema de chakras ou centros de forças etéricas, isto é, o corpo transitório do éter-físico e situado entre o perispírito e o corpo físico, o qual se dissolve depois da morte do homem;

    – Corpo físico.

    UMA NOMENCLATURA E UMA FISIOLOGIA QUE KARDEC NÃO ADMINISTROU EM SUA DOUTRINA

    ESPERO TER CONSEGUIDO AUXILIA-LO
    FICA AQUI O ENSAMENTO DO APOSTOLO PAULO DE TARSO em sua 1.ª Epístola aos Tessalonicenses: “Discerni tudo e ficai com o que é bom.” (1 Ts 5,21)

    BEIJO

  2. CARLOS,
    VC BAIXOU O FILME CORRETAMENTE, SÓ NÃO ESTA ABRINDO O ARQUIVO COM O PROGRAMA CORRETO. TENTE MEDIA PLAYER CLASSIC HOMECINEMA. COLOCAREMOS NO DOWNLOAD O PROGRAMA PARA ASSISTIR, OK?
    RITA

  3. Fiz o download do filme, mas recebi o arquivo de som e não da imagem, isso após uma luta para baixar.

  4. No livro de Edgard Armond segundo senhor “João” ele comenta sobre o duploeterico “corpo”.
    Bem, também tem a definição como campo fluidico, campo energetico, involucro energitico e etc.

  5. CARLOS

    O MUNDO QUE NOS ABRAÇA COM SUA INFINITUDE NOS CONCLAMA A CADA INSTANTE A PARTICIPAR…SEJA BEM VINDO MEU AMIGO!
    OBRIGADA PELA COLABORAÇÃO

    BEIJO
    RITA

  6. Grato pela oportunidade de aprendizado, troca e aperfeiçoamento.
    Tenha um excelente fim de semana.

  7. Não consegui assistir os filmes, devem ser muito interesantes.
    Ainda estou reverberando – Sou um ESPÍRITO e tenho um corpo –
    Bjs.

  8. Olá Carlinha
    O mundo moderno exige sucesso em todas as frentes: ultrapassar limites, conhecer tudo, ser seguro diante do outro, amar comedidamente para não sofrer, trabalhar cada vez mais e melhor, educar filhos para a alegria, se constituir como uma personalidade assertiva e pró-ativa. As demandas, cada vez mais altas, projetam no horizonte a proibição do repouso. Ser eficaz, combater fraquezas, encarar a vida como um mercado de oportunidades, só chorar quando for uma boa opção de marketing. Quer mais medo que isso tudo pode causar?
    Todas as ciências falam do medo: o homem ao tornar-se consciente, ascende à condição de animal que conhece, como nenhum outro, sua inviabilidade biológica.
    Há no homem uma fratura profunda: somos um poço que contempla o céu. Não sabemos quem somos, nem porque aqui estamos. Esta pergunta sempre nos guiou em direção aos deuses…mas o fato é Somos os únicos seres da natureza que nasceram com a aptidão de se superar.

  9. Rita,

    Sempre é bom expressar o que sentimos, porisso digo, nossa, que aula!!! Isso é que é fazer a alma “se coçar”…
    Acredito que uma das melhores q vc já deu, apesar de ser difícil essa escolha.
    Tenho certeza que todos fomos às estratosferas buscando os limites do universo e de nós mesmos dentro da nave por vc conduzida. Tinha compromissos importantes mas algo me dizia que vc, mais uma vez, estaria turbinada, e que eu não deveria perder. E valeu a pena a pratica de se ficar somente com o que significa para a gente.
    Infelizmente só deu pra fazer uma pequena parte das perguntas que eu tinha, mas fazer o que, sua aula, para essa família que é nossa turna do Gelcip, deveria ter, no mínimo, oito horas, aí começava a ficar bom…
    Acho que talvez fosse mais correto vc mudar o nome do curso no Gelcip de para:
    Tornando-te tu mesmo, via kardec…
    ùltimamente Nietzsche e Kardec devem estar “se virando” no túmulo, incomodados… querendo participar….

    Obrigado por tudo. Beijo. Gildo

  10. Rita,
    Utilizando-me da filosofia, não pude deixar de pensar nas questões que conversamos, principalmente com relação ao MEDO.
    Para que ter medo?
    O medo paralisa, freia ou simplesmente nos mostra o nosso tamanho?
    Ele nos faz refletir sobre o como agir?
    Estamos indo pelo caminho certo?
    Precisamos buscar a coragem, porque o descorajamento já esta presente nas ações dos outros e até nas nossas, “quantas vezes nos dizemos agora não?”
    Quanto já perdi por ter medo?
    Quantas coisas deixei de fazer?
    Em minhas conversas internas tenho percebido que ele se apresenta também para me proteger e até reflito sobre suas ações. Por que me mostram através do medo?
    Tenho crescido através deles, porque procuro refletir.
    O medo mexe comigo, causa inquietação, mostra minhas fraquezas e consequentemente aquilo que mais preciso trabalhar em mim.
    bjs, Carla

  11. Pois é Carlinha…
    Toda aula um espanto…e foi pelo espanto que começamos como humanidade a filosofar!
    Somos algo acontecendo entre as múltiplas possibilidades do acontecer.
    Até mais tarde
    beijinho

    Rita

  12. A aula de hoje promete, a começar por tentar entender as questões referentes a consciência e ao corpo, tarefa um tanto dificil, mas não impossivel.
    Bjs, Carla

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