Outros Olhos para a Terra

– Outros olhos para mim –

Rose Campos


Com outros olhos Olhei

Com outros olhos eu Vi

Com outros olhos Toquei

Com outros olhos Fui Tocada

Com outros olhos Fui Levada para dentro de mim

Para ver e ouvir, e encontrei,

Com outros olhos, o meu ser

Transformei …

Transmutei …

Ecoei …

um canto de magia e Arte no Meio

Gritei, soltei e o vento levou em ondas

Borboletei!

Ecoei um canto, novamente, mas

agora para fora de minha mente

Uma ação sustentável do ser para ter

Arei!

Alguém sentiu:

o homem da Terra

o dono da Terra

o homem do campo… de todos os Campos

E então colheu, entendeu e transferiu

E alguém, um outro alguém, também irá ecoar:

mudanças… andanças… numa suave dança

para, talvez, que outros…

outros olhos

possam então se abrir


Olá pessoal!

Desculpe as ausências tão presente nesses dias sem escrever…

O que importa que depois desse deserto de palavras virtuais, voltei!

Hoje módulo novo: “Consciências” – e assim juntos estaremos navegando com outros olhos as profundezas de nossa alma na busca dos nossos “Autos” – Ir de encontro ao auto conhecimento é estabelecer uma linha direta com a auto-estima, buscar auto afirmação, desencadeando auto aceitação!

Aceitar-se é honrar o ser que você é e a sua jornada.

É dizer sim para si mesmo(a), sem esperar pelo sim do outro, como acontece freqüentemente.

Óbvio que estaremos trilhando esses descaminhos num processo de ação que chamaremos inação: incapacidade de agir. Nem impotência, nem inércia, a inação é a prisão subjetiva da qual poucos podem escapar. O que é preciso saber sobre si mesmo e sobre o outro para ultrapassar seus muros?

Outro olhar!

A pergunta que devo colocar essa noite para realizar o exercício filosófico exigido no tempo em que vivemos é: “Quando eu estou agindo?

Quando “devo” fazer algo é porque “sei” que se trata de uma ação. Quando simplesmente faço, sou vítima de meu próprio inconsciente. Por isso, o logos, o pensar raciocinado é tão importante para a ação, ela é pensamento orientador. A noção de dever é um dispositivo intelectual, epistemológico, que agrega teoria e prática. Mas não agimos apenas por dever, muito antes pelo contrário.

Marx, citando o Fausto de Goethe, afirma que as palavras de Mefistófoles “No princípio era a ação” representam exatamente o que é o capitalismo:

as pessoas “agindo” sem um projeto, sem um logos, reificadas, guiadas pela lógica perversa do mercado.

Repensar a ação de ser o que se é, da vida que se vive e para quem se vive, esta lançada a minha proposta para essa noite. Nada de auto ajuda comprada, tudo para a auto ajuda vivida! Você operante, atuante, se ajudando a construir sua propria vida, seu proprio existir…

Enfrentar um pouco do pensamento até as últimas conseqüências da dúvida pode nos “ajudar” a esquecer que “queremos ajuda” e nos tornar responsáveis pelo que escolhemos e não escolhemos.

Conto com a presença de todos vcs… até mais!

beijinho

Rita

Enfrentar um pouco do pensamento até as últimas conseqüências da
dúvida pode nos “ajudar” a esquecer que “queremos ajuda” e nos tornar
responsáveis pelo que escolhemos e não escolhemos.






[conteúdo editorial | NonStop Produção Cultural]

2 Comments

  1. Agora que eu vi que é meu olho nesse post!! rs

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