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Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida: 

– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.

– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?

– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.

– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho. 

– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!

– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.

O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

Conversando com um de meus pacientes, ele trouxe algo incrível para minha apreciação, nossa conversa despertou consciência e quero compartilhar.

Momento de muitas bençãos em nossas vidas, esse agora…e da mesma forma crescimento, superação, porém quanto aprendizado.

Quando me predispus a levar adiante o PROJETO VEMSER,  a alavanca se pautava em possibilitar que a comunidade fosse percebida, olhada com amorosidade, mais que isso o ser humano pudesse ter um lugar em que depositasse suas horas voltada para valores que percebemos ao redor , estar desmotivados. Uma das chave -mestra do projeto se estabeleceria na GRATUIDADE.

Trago em mim o proposito da prosperidade como principio de vida, DAR É TÃO IMPORTANTE QUANTO RECEBER.

Nesse primeiro semestre em que trabalhamos com as Oficinas e mantemos o curso do Projeto VemSer, sonho se concretizando, chama-me a atenção o numero de pessoas que participam . Claro que aqui não se fala em publicidade, nem contemplamos o mérito do Projeto pelo numero de  compartilhamentos, porém a ideia seria ver o maior numero de pessoas usufruindo do conhecimento, da arte, ampliando sua cultura com gratuidade, pois quanto já ouvi que muitos adorariam fazer uma atividade como essa, porém não tinham condições.

Entramos agora no modelo de crença limitante que permeia a mente humana, ou melhor, um certo padrão de mentes: crenças de luta.

Vem facil vai fácil…

O que é bom e duradouro exige sacrificios…

Temos que matar um leão por dia…

Nós temos uma tendência a dar mais valor àquelas coisas que foram mais difíceis de conseguir. Então por que geralmente não conseguimos alcançar elevados níveis de sucesso e realização, como algumas poucas pessoas parecem alcançar? Porque muitos de nós desenvolvemos, por uma questão cultural, as crenças de luta. A ideia de que uma vitória para valer a pena tem que ser suada, tem que ser na luta, tem que ser ganha com garra. “O céu é conquistado a força”, “não existe vitória sem sacrifício”, “tudo que vem fácil vai fácil”.

Pão da vergonha significa uma sensação desagradável que se sente ao receber alguma coisa boa, sem porém ter feito nada para merecer aquilo. Embora seja agradável receber, algo fica faltando.

Um tipo de crença de luta muito comum é “o que vem fácil vai fácil” ou acreditar que “o filho do Roberto Justus não tem valor: é um cara que não serve para nada, é só um herdeiro” ou “essa mulher é famosa só porque ela é bonita” ou “esse cara aí ganhou tudo de mão beijada” ou outras coisas do tipo. Temos a tendência de falar assim das pessoas que aparentemente têm mais facilidade na vida.  É muito importante tomar consciência disso porque quanto mais você desvaloriza as pessoas que têm facilidades na vida, mais inconscientemente você busca viver dificuldades: afinal, “você não quer que a sua vitória seja igual à da pessoa que considera que não tem valor”. Inconscientemente você fica procurando mais dificuldades; é um processo inconsciente de auto sabotagem: você não faz isso de propósito, mas se você tem crenças de luta de que as coisas só tem valor se tiverem muita luta, muita dificuldade, isso automaticamente faz com que seu inconsciente busque por mais dificuldades ao longo do caminho.

Algo na natureza humana nos faz querer fazer por merecer aquilo que recebemos. Gostamos de um desafio.
Bobby é um garoto que faz parte de um time de baseball. Seu maior desejo é ser o lançador num fantástico jogo, e deixar seu pai e sua mãe orgulhosos. Bobby recebe esta chance logo no primeiro jogo, quando seu técnico o escala para ser o lançador da partida. Ele atira muito bem e vai eliminando os batedores um a um. Quando elimina o último batedor, todos os seus companheiros de time correm para ele, levantam-no nos ombros e correm por todo o campo. Bobby fixa os olhos em sua família que está sorrindo e acenando para ele das arquibancadas. A sensação de vitória e os sentimentos de alegria do garoto são indescritíveis. Mas depois do jogo, Bobby descobre algo chocante. O pai de Bobby, sabendo do desejo do menino, queria que ele realmente tivesse essa sensação de realização porque era dia de seu aniversário. Então seu pai havia combinado com os técnicos e jogadores dos dois times para que entregassem o jogo para Bobby. Em outras palavras, o jogo estava arranjado. Todos os garotos erraram de propósito e todos os componentes dos dois times sabiam a respeito. Agora, sabendo disso, como você acha que Bobby se sentiu?

A Kabbalah chama esse sentimento de Pão de Vergonha.

Perceba que a forma como agimos em nossa vida faz com que tenhamos características reativas ou proativas, sendo a REAÇÃO a forma como nosso EGO demonstra que nos vemos como vítimas diante de situações conflitantes. Quem reage se sente perseguido pelo cosmo, acredita que o mundo lhe deve algo (facilidades), é incapaz de fazer algo por si mesmo, já que acredita que tudo deve lhe ser dado pronto para que consiga ser feliz. A reação vem acompanhada da ideia de sermos efeito e não causa, de sermos seres criados sem a capacidade de criar, sermos controlados por tudo, sendo nossa única aptidão receber, receber, receber…

Mas o mundo não é algo que nos acontece, é algo que fazemos acontecer.

À medida que conseguimos abafar o ego por meio da resistência, mais abrimos as cortinas e podemos ver os atributos da Luz (realidade dos 99%); mais nos tornamos seres com características proativas, como a convicção de que somos seres Criadores, que somos a causa, que estamos no controle da situação (deixando de ser vítimas) e, principalmente, sendo seres que compartilham.

“As coisas ficam mais prazerosas se as obtivermos por nosso próprio esforço e formos capazes de compartilhá-las”.

Isto não quer dizer que você nunca deva aceitar a generosidade alheia. Ao aceitar a gentileza de outra pessoa, você a estará ajudando a reduzir seu Pão da Vergonha. Entretanto, certifique-se que está recebendo com apreciação e com o saber consciente de que a outra pessoa tem algo que precisa compartilhar. Com isso continuaremos com a nossa proposta: CONHECIMENTO É O MAIS POTENTE DE TODOS OS AFETOS – e aqui no VEMSER continuará gratuito!

beijinho

Rita

 

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