A arte de relacionar-se

Alguma vez você esteve diante de uma situação difícil e alguém veio em sua ajuda, mostrando compreensão e afeto? Se já vivenciou tal experiência, você pode não ser capaz de definir empatia, mas sabe muito bem o quanto é gostoso sentir-se acolhido e provavelmente seus laços de amizade com a pessoa que teve tal gesto se intensificaram.

Na situação descrita, você teve o privilégio de conviver com uma pessoa empática. Empatia é a habilidade de colocar-se no lugar do outro, demonstrando de forma sincera e honesta, o quanto sente pela dificuldade ou provação que o outro está passando. Pessoas empáticas despertam sentimentos positivos nas pessoas que as cercam, tendem a agregar as pessoas, demonstram respeito e afeição autênticos, o que se reflete na qualidade de suas relações.

Como você se percebe? Você se definiria como uma pessoa empática?

13 Comments

  1. Finalizando e evocando dessa vez Sir Olavo de Carvalho…
    Inteligência, no sentido em que aqui emprego a palavra, no sentido que tem etimologicamente e no sentido em que se usava no tempo em que as palavras tinham sentido, não quer dizer a habilidade de resolver problemas, a habilidade matemática, a imaginação visual, a aptidão musical ou qualquer outro tipo de habilidade em especial. Quer dizer, da maneira mais geral e abrangente, a capacidade de apreender a verdade. A inteligência não consiste nem mesmo em pensar. Quando pensamos, mas o nosso pensamento não capta propriamente o que é verdade naquilo que pensa, então o que está em ação nesse pensar não é propriamente a inteligência, no rigor do termo, mas apenas o desejo frustrado de inteligir ou mesmo o puro automatismo de um pensar ininteligente. (preste atenção querido…se penso logo existo, que existencia é essa se abalizada pelo seu pensar?)Qualidade desse pensamento, esta diretamente proporcional a qualidade de minha existencia!O pensar e o inteligir são atividades completamente distintas. A prova disto é que muitas vezes você pensa, pensa, e não intelige nada, e outras vezes intelige sem ter pensado, numa súbita fulguração intuitiva.

    A inteligência é um “órgão” — digamos assim: um órgão — que só serve para isto: captar a verdade. Às vezes ela entra em operação através do pensamento, às vezes através da imaginação ou do sentimento, e às vezes entra diretamente, num ato intelectivo — ou intuitivo — instantâneo, no qual você capta alguma coisa sem uma preparação e sem uma forma representativa em especial que sirva de canal à intelecção. Outras vezes há uma longa preparação através do pensamento, da imaginação e da memória, e no fim você não capta coisíssima nenhuma: cumpridos os atos representativos, a intelecção a que se dirigiam falha por completo; dados os meios, a finalidade não se realiza. A inteligência está na realização da finalidade, e não na natureza dos meios empregados. E se a finalidade dos meios de conhecimento é conhecer, e se o conhecimento só é conhecimento em sentido pleno se conhece a verdade, então a definição de inteligência é: a potência de conhecer a verdade por qualquer meio que seja.
    O que nos torna humanos é o fato de que tudo aquilo que imaginamos, raciocinamos, recordamos, somos capazes de vê-lo como um conjunto e, com relação a este conjunto, podemos dizer um sim ou um não, podemos dizer: “É verdadeiro”, ou: “É falso”. Somos capazes de julgar a veracidade ou falsidade de tudo aquilo que a nossa própria mente vai conhecendo ou produzindo, e isto não há animal que possa fazer.

    Mas, dirá o velho Pilatos em nós, quid est Veritas? Cada um de nós é um juiz romano, corrompido até a medula, a fazer de conta que não sabe aquilo que sabe perfeitamente bem. A verdade da qual alegas nada saber, infausto Pôncio, a verdade é o quid — esse mesmo quid que, se desconhecesses, não poderias usar como medida de aferição para o termo “verdade”. Se pergunto quê é alguma coisa, se ignoro mesmo o que é alguma coisa, é porque a coisa que se me oferece nesse instante não cumpre, não atende perfeitamente a condição exigida na palavra quê — aquela consistência, aquela coesão do estar, do agir e do padecer, aquela patência e sobretudo aquela fatalidade, aquele não-ser-de-outro-modo, aquela impositiva ausência de perguntas — e da capacidade de fazer perguntas — que me sobrevém quando sei o quê. Ecce veritas. É o que basta por enquanto, sem prejuízo de posteriores discussões e aprofundamentos.
    beijos filosóficos

    Rita

  2. 5a questão:
    Sou então somente aquilo que ainda não sou?
    Desculpe mas evoquei Nietzsche e ele esteve presente para responder-te…O trágico afirma o SER Universal a partir do Devir, afirma o UM a partir do múltiplo, a necessidade a partir do acaso e da aleatoriedade. Não há constituição cosmológica, não há “cosmização” sem pressuposição volitiva de uma força contra o caos, a desordem e a indistinção. No entanto, diferente de postular esse movimento volitivo contra o caos como dialético, ou seja, interrogando o caos para saber uma Verdade e Fundamento a serem descobertos por negação, a tragicidade constrói o fundo e a verdade sob a perspectiva de uma afirmação estética, dialogada afirmativamente entre o Belo e o Útil.

    Quando a cosmização é simplesmente reativa, dialética, ela desemboca no niilismo. O trágico sempre será afirmativo e não reativo. O reativo, dialético, é simplesmente conservação de força frente ao inesperado, que precisa do controle e da submissão daquele que é atingido pelo inusitado. O trágico afirma-se na consciência plena do acaso como constituinte da própria realidade e o cosmiza ativamente e não reativamente. O trágico não só afirma a necessidade a partir do acaso, como afirma o próprio acaso; não só afirma a ordem a partir da desordem, como afirma a própria desordem; não só afirma o cosmos a partir do caos, como afirma o caos. Dessa forma afirma o Dever como constituído a partir do Devir, afirmando sobretudo o próprio Devir.
    Essa é a grande inversão de Nietzsche, que tira do pensamento qualquer pressuposição de sentido e valor para construí-los (sentido e valor) a partir do jogo de forças visando expansão de potência. A grande denúncia de Nietzsche em relação ao pensamento ocidental está justamente em considerar todo pensamento que pressupõe sentido e valor já uma Vontade de Potência se afirmando como força e moldando os agentes a reagirem contra aquilo que constitui a realidade: a falta de valor em si e sentido próprio….

  3. 4a questão…essa é fogo viu, por mais que me concentre abstraio-me demais para construção visual, cognitiva do que quer dizer na verdade…meu deus!!!! Porém, ao ler me remete a um outro pensamento que acho legal registrar: não trate suas prioridades como sendo apenas uma opção…vá ao seu centro e busque aquilo que te anima…só assim daremos sentido a experiencia dolorosa de existir…

  4. 3a questão Gildo…
    SE mesmo inferiores sentimos, superiores continuamos sentir, pois a sensibilidade é um atributo de nossa mente… O que muda é a forma como interpretamos o que nossas emoções nos trazem. Quanto mais conhecimento, mais recurso para interpretar as emoções, e traduzi-las no sentimento mais espontaneo, autentico, pertinente a minha alma. Gildo amigo …mesmo que nos condensarmos através de nossas percepções, e estivermos afinizados no mesmo espaço tempo, com certeza o que emitimos e captamos será interpretado pelo nosso codigo subjetivo individual, entende quando digo: começa em mim e encerra em mim…Tudo sou eu! Eu e meu pai somos um!

  5. 2a questão…
    Querido Gildo, o processo de desenvolvimento humano é individual…Estamos encarcerados em nosso SNC, que não tem condição de experienciar na coletividade o que o outro possa estar sentindo, mas podemos sim comungar das mesmas afinidades e sintonias para potencializar a onda que emitimos…tudo inicia em vc, em nós na unidade e encerra em nós, na unidade!Tudo que sinto é por mim e atraves de mim…

  6. Vamos lá meu doce Gildo…
    1 – Sua primeira questão é: como pode o Espírto (independente de seu estado)encontrar atraves do dissernimento subjetivo o que é certo ou errado, bom ou mal, sendo ele uma expressão da inteligencia, e o contato com as experiencias materiais do cotidiano nos remetem sempre ao rasteiro, comezinho , a mesmidade?
    Apenas Gildo nos reconhecendo como seres perfectiveis, que precisamos estar afinado a cada experiencia nossas ferramentas pessoais para sutilizar no decorrer da experiencia espaço-tempo nossas codificações alimentadas pelas nossas percepções.O contato com a realidade se faz atraves das nossas contas bancarias emocionais. Se tenho mais para pagar , enfrento com um pouco mais de clareza as circunstancias que me rodeiam, porém sabedores de nossas limitações, para que tanta pressa? Nada como ter as infinitudes e as eternidades ao nosso dispor.
    Vamos a segunda questão…

  7. Pois é Miroca…empatia é arte…
    Vamos desbravar o mundo das habilidades sociais juntas então…e assertividade é uma ferramenta importante: “aquela que torna a pessoa capaz de agir em seus próprios interesses, a se afirmar sem ansiedade indevida, a expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou a exercitar seus próprios direitos”. Cabe bem no momento presente de sua vida, não é minha linda?
    até quarta

    Beijo

    Rita

  8. Para Mariana
    Pois é querida, nada novo, tudo de novo!!!
    Porém no momento socio cultural que estamos vivendo, alguns comportamentos emocionais estão desembocando em lesões endemicas, nunca medicamos tanto preocupações, nunca medicamos tanto o medo da frustração, nunca fomos tanto desejo e tão pouca vontade!Estamos vivendo momentos onde o ser não tem coragem mais para desenvolver musculatura emocional e sucumbe, atrofiado diante da massificação. Ser mais um não alimenta esse Espirito que busca naturalmente transcender…
    As habilidades sociais têm sido relacionadas a melhor qualidade de vida, a relações interpessoais mais gratificantes, a maior realização pessoal e a sucesso profissional, espero poder atingir com o curso o objetivo de torna-lo seres mais satisfeitos e realizados com os passos que daremos juntos e com o autoconhecimento que essa jornada nos proporcionará.
    beijo
    Rita

  9. Gente. Como esta semana foi bem corrido para a Rita. Ela irá responder as dúvidas neste final de semana, ok.

    Bjs e abraços a todos.

  10. Com relação à aula de ontem (17/02), me interessou muito e dispertou a vontade de aprender mais e mais sobre tal assunto, exatamente por ser um assunto totalmente contemporâneo e que se faz necessário no dia-a-dia.
    Refletindo depois da aula, me lembrei que, há dois anos atrás, na faculdade um professor nos indicava um curso chamado ” Linguagem Diplomática”. Penso que deve ter uma grande relação com as instituições de Habilidade Social que a Rita nos apresentava ontem, não?

    E conclui então que realmente todas as novidades não surgem “do nada”, nada é completamente novo. As situações vem surgindo nos trazendo “dicas”…cabe a nós estarmos sempre de olhos abertos e DISPOSTOS a receber tais dicas.

    Beijos

  11. • Miriam, minha garota empática e simpática… Não perca a aula de hoje. A Rita esta reservando uma aula conceitual, mas muita informação nova. Vale cada minuto.

    • Gildo, meu caro erúdito. A Rita irá responder sua dúvida pelo blog. Só espera ela ter um tempo que ela já te responde.

    Bjs aos dois

  12. Olá Rita,

    Na aula de quarta não consegui ser específico em minha dúvida.
    E também não queria “amarrar” sua explanação da temática da aula.
    Também não sei como fazer para mandar para o blog ou se deveria mandar direto para você.
    Se for responder pelo blog me avise. Então, aqui vai…

    Ora, como podem as mônadas individualizadas do Espírito, como grande Alma Universal pulverizada, encontrar as qualificações para dar significado a dor e prazer, bem ou mal, amor ou ódio, uma vez que esses atributos só existem a partir das sensações, das referências materiais, ou seja, como pode um nível de frequência, de percepção superior, identificar qualificações já que as mesmas só podem ocorrer numa escala vibratória inferior, mais densa?

    Contendo-as? Mas assim perderíamos as singularidades nas duas faixas de frequência, tanto na inferior como na de graduação superior! Se o processo também se particulariza, paradoxalmente, perde a força, a potência da sua totalidade.

    Ou seriam as frequências inferiores, numa infinita subsequência, ferramentas externsivas, ou singularidades inteligíveis dinâmicas, das “capas”, dos “corpos” contidos no existir dialético que permite e dá “vida” a esse Grande Espírito Universal?

    Poderia o vácuo absorvente da nossa contraparte, esse desconhecido infinito, ser a “ferramenta” que energiza, que “vivifica”, que nos impulsiona no inexorável movimento, conhecendo, passo a passo, pelo desconhecido, sendo, a cada instante, a singularidade cósmica, total e absoluta, do ter e conter, ou, se abster, para somente assim, entender o que se é, ou pior ainda, todas as possibilidades do que se poderia ser?

    Sou então somente aquilo que ainda não sou?

    Se meu “conhecido” sucumbir ante as ferramentas desse Hamlet, desse desconhecido, justificante, então, por favor, como dizia o chefe apache, “enterrem meu coração na curva do rio….”

    Suas arguições são bálsamos de um sublime alento para minha alma faminta, em luta perene por meandros desconhecidos…

    Obrigado. Beijo. Gildo.

  13. Eu me considero sim, uma pessoa empática, possivelmente não chegando aos 100% mas, não devo estar longe.
    Bjs.

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