“Melhor do que medir ou apontar o comportamento de alguém, seria tomar a decisão de visualizar bem fundo nossa intimidade, e nos perguntar onde está tudo isso em nós.”

“Não julgueis, afim de que não sejais julgados, porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros, e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles.”

Toda opinião comentário, critica, avaliação que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a experiências vividas por nós… É memória!!!! Censuras, observações, admoestações, superstições, preconceitos, opiniões, informações e influências do meio, inclusive de instituições diversas, formaram em nós um tipo de “reservatório moral”  – coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cumpridos -, do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes em boas ou más. E assim também catalogamos pessoas , situações, ambientes e momentos…Baseads no que aprendemos como valor muitas vezes pautados num senso comum mediocre, mediano…

Nosso código moral social esta altamente baseado em nossas experiências domésticas, sociais e religiosas, das quais nos servimos para emitir opiniões ou pontos de vista, a fim de harmonizarmos e resguardarmos tudo aquilo em que acreditamos como sendo “verdades absolutas”. Em outras palavras, como forma de defender e proteger nossos ” valores sagrados”, isto é, nossas aquisições mais fortes e poderosas, que nos servem como forma de sustentação.

Em razão disso, os frequentes julgamentos que fazemos em relação às outras pessoas nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro.

Enquanto que INTROJETAR é “trazer para dentro de si”, PROJEÇÃO é atribuir a outrem uma imagem que carregamos dentro de nós. Quando emprestamos a outrem sentimentos,opiniões,atitudes,sem que tenhamos provas evidentes de sua realidade,estamos PROJETANDO nas outras pessoas aquilo que está em nós.Se INTROJETAMOS por exemplo,a imagem de nossa mãe/pai como modelo de esposa/marido,teremos a tendencia de pensar que determinada moça/rapaz,com traços físicos semelhantes ao de nossa mãe/pai terá também os mesmos gostos e comportamentos de que gostávamos,ou que o nosso pai/mãe gostava na pessoa da nossa mãe/pai.

A través da Projeção passamos a gostar da moça/rapaz,isto é transferir para ele(a) os sentimentos que tínhamos pela mãe/pai e vice-versa.

Melhor do que medir ou apontar o comportamento de alguém seria tomarmos a decisão de visualizar bem fundo nossa intimidade, e nos perguntarmos onde está tudo isso em nós. Os indivíduos podem ser considerados, nesses casos, excelente espelho, no qual veremos quem somos realmente. Ao mesmo tempo, teremos uma ótima oportunidade de nos transformar intimamente, pois estaremos analisando as características gerais de nossos conceitos e atitudes inadequados.

Segundo Paulo de Tarso, ” é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, com seu julgamento”.

Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa ” real medida” : como iremos viver com nós mesmos e com os outros. O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.

1 Comment

  1. Rita
    Se o externo é sempre o espelho daquilo que devo trabalhar ou reconhecer em mim, devo enterder que, prestando atenção ao que me rodeia, terei as respostas de quem sou realmente, ou esse “espelho” é muito “pequeno” para as minhas respostas, ou é exatamente do tamanho que eu preciso e aguento.
    Beijos.

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